quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ano novo, trabalho novo?

malta alguém quer trabalhar? o patrão precisa de empregados e eu preciso de coleguinhas novos. o pessoal é fixe, o trabalho aguenta-se e o salário é simpático. o que é que dizem?
p.s. enviem os vossos contactos para o email.
ah e o restaurante fica no chiado:)

memória das minhas clientes tristes.

uma das minhas melhores qualidades enquanto empregada de mesa é a minha memória. sou capaz de tirar os pedidos de uma mesa de 20, sem papel e caneta, PDA ou outra coisa que o valha. e isto inclui entradas, pratos principais, bebidas e picuíces de clientes exigentes. ou mesmo só chatos. à pala desta minha extraordinária capacidade já ouvi todo o tipo de comentários, desde o simpático a menina tem uma bela cabeça, ao céptico a gaja nem aponta vai trazer tudo trocado, segredado ao vizinho do lado. também me consigo lembrar de todos os meus clientes, mesmo os que já atendi há meses. mas ainda melhor. lembro-me da mesa onde se sentaram, do que pediram e da gorjeta que deixaram- e que más memórias que eu tenho. os meus colegas gostam de pôr esta minha capacidade à prova. acham-lhe piada.
lembro-me, por exemplo, de uma cliente muito, mas mesmo muito snobe, que com o seu marido, um inglês 30 anos mais velho que ela, veio almoçar uma pizza. a pior que já alguma vez comeu, segundo ela, que já comeu as melhores pizzas, nas melhores pizzarias de todo o mundo. em sítios que você nem consegue sequer imaginar. ok, já percebi a ideia. ora as nossas pizzas até são bastante elogiadas pelos clientes. cidadãos comuns, diga-se. mas desta senhora nunca mais me esqueci. foi por isso que há uns dias atrás não pude deixar de me rir sozinha quando a reencontrei num supermercado com preços mini a comprar uma pizza hawaiana. daquelas congeladas. com ananás. muito gourmet. eu disse-lhe boa tarde, ela não me respondeu.
enfim, nem toda a gente tem a minha memória. ou talvez sim.
texto originalmente publicado em agosto de 2009.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

clientes e amigos: feliz natal!


e eis que hoje vou ter o prazer de servir a minha querida-e igualmente exigente-família.

e a vocês desejamos um feliz natal, cheio de doces e bacalhau e com a mesa bem posta: talheres alinhados, copos polidos e tal.


despeço-me com muitos beijinhos e pontapés!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

o vinagre e a vida.

atender pessoas que têm algumas limitações é sempre difícil. como pessoas que não sabem ler e que têm ainda uma dificuldade acrescida em escolher um prato. leio o menu 3 ou 4 vezes. ai não sei filha, leia lá outra vez. e depois as sobremesas. e depois a conta. eu leio e releio porque, apesar de ficar com todos os clientes de dedo no ar a chamar por mim, sou solidária com pessoas que, tal como a minha avó, não conhecem a magia das letras escritas. não saber ler deve ser duro. são pessoas que passam pela vida sem ler um livro do saramago. ou as legendas do seinfeld.
também há os que ouvem mal. ainda que, pensado bem, neste caso eu também não seja muito melhor. ao cliente que me perguntou se o gin era gordon's, respondi sim, engorda um bocadinho. e ao outro que me pediu um glenfiddich não levei nada porque pensei que o senhor tinha só espirrado.
mas os episódios que guardo na memória são dois.
o primeiro: a senhora com alzheimer. ao princípio achei piada ao facto de a senhora me pedir a mesma coisa sempre que eu passava por ela. hehe tão engraçada. depois achei estranho. então mas 'tá-se a passar? e depois comecei a ficar irritada e fui lá. - minha senhora, já tirei o seu pedido e já está quase a sair. tem só é de esperar. e depois lá chegou o filho dela. e foi só quando ele me perguntou se a mãe já tinha pedido e ela disse: não, ainda não pedi- e eu abri a boca de espanto que percebi. e bastou dele um discreto abanar de cabeça e um semicerrar de olhos para eu entender que a senhora, apesar de não parecer, não estava muito certa das ideias. fiquei triste por ela e senti-me mal por me ter irritado. mas não me consegui deixar de rir quando levei os pratos e a senhora disse muito séria: menina, não foi isto que eu pedi. o filho olhou para mim e riu-se. ela, sem perceber nada, riu-se também. e enquanto ríamos os três, eu lembrei-me daquela ceifeira do pessoa de quem já me tinha esquecido. a tal que tinha uma alegre inconsciência.
o segundo: o grupo silencioso. um rapaz marcou uma mesa para 25 pessoas para um dia de semana. era a única reserva que tinhamos e foram mesmo os únicos clientes que tivemos nessa noite. o rapaz que fazia anos era surdo-mudo. os 24 amigos também. a estranheza da coisa levou-me a mim e aos meus colegas a dar alguns risinhos parvos. a dizer que todos os clientes deviam ser assim. a fazer piadas idiotas sobre quem é que ia cantar os parabéns. e depois houve alguém que desligou a música ambiente. e quando demos conta já estávamos a sussurar. depois deixámos, finalmente, de dizer parvoíces. olhávamos só uns para os outros, desconfortáveis. até que ficámos entregues ao que estávamos a sentir. durante toda a noite a única coisa que se ouviu naquela sala foi o som dos talheres a bater nos pratos: foi umas das experiências mais espectaculares da minha vida.
ser empregada de mesa também tem, assim, momentos profundos. verdadeiras lições de vida. e a maior de todas é esta: não termos vergonha de mostrar o que estamos a sentir, nem que seja a clientes. a segunda maior é deixar os talheres em vinagre antes de os polir porque as manchas saem mais depressa. ambas são muito úteis para a vida.
texto originalmente publicado em junho de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

no dia 2 de fevereiro de 2008 o professor e amigo carlos pinto coelho enviou-me este e-mail sobre o meu blogue:
"Bem interessantes as tuas histórias e a forma como as contas. Ligeireza, clareza, boa construção - em suma, um verdadeiro agrado. Convido-te a não perderes a embalagem e a não descansares a mão. Quem sabe se, daqui a uns tempos, não tens material para um livro simpático.
Grande abraço,
CPC"

eu segui o conselho e dois anos e meio depois ele, porque não podia ser mais ninguém, estava lá para apresentá-lo.

hoje é com uma profunda tristeza que deixo a minha pequena homenagem a um amigo que nos deixou demasiado cedo. foi e é GRANDE.
obrigado por tudo.

a minha alimentação gourmet.

sempre que eu digo que trabalho num restaurante as pessoas respondem: hmm, deves comer imensas coisas boas. hmm, deixa cá ver...não. nem por isso. no sítio onde eu trabalho hoje nem é muito mau: sai esparguete dia sim, dia não. no outro onde eu trabalhei vivia à base de arroz. arroz com chouriço. arroz com courgette. arroz com arroz. às vezes pergunto-me o que é que os meus colegas comerão nos outros restaurantes. como será o staff meal do eleven. e do tavares. enfim, às vezes perco-me nestes pensamentos. sobretudo enquanto como o esparguete.
como janto sempre às 6 da tarde, para superar a larica que me dá numa sexta-feira à noite quando já dei 50 voltas à sala e já só me apetece devorar os pratos dos clientes, levo uma buchazinha. pode parecer estranho, mas é que a cozinha nem sempre tem tempo para nos preparar um pãozinho. e quando tem às vezes só não lhes apetece. nem pão com pão. já dizia o outro: qualquer coisa espeto de pau.
mas pior que passar fomeca num restaurante é o pequeno-almoço. há quem coma kellog’s sem açúcar, eu como bacon com natas, ovo e esparguete. é que nós almoçamos às 11 da manhã por isso é mais ou menos saltar da cama, banho e carbonara. mas ainda não estou gorda por isso deve ser ela por ela. às vezes até temos sorte e é só uma lasanha de frango, com tomate e muita pimenta. muito light. mas o corpo habitua-se. às vezes quando estou a comer uma taça de chocapic na minha manhã de folga até já sinto falta de um queijinho parmesão por cima.
ora comer todos os dias no restaurante tem estas desvantagens: comemos mal, ficamos muitas horas sem comer, temos horários trocados e bife, só quando já está a ficar verde. é por isso que hoje em dia já quase tudo me sabe a frango.
no entanto, também encontro algumas vantagens. além da óbvia de não ter que gastar muito dinheiro em alimentos, também não tenho de estar sempre a pensar no que é que vou fazer para o almoço e para o jantar. e a verdade é esta, quando estou de férias e ao segundo dia começo a ficar sem ideias, sou a primeira a ir comprar bacon, natas e esparguete. hmm...

domingo, 12 de dezembro de 2010

espelho meu espelho meu: há algum chefe mais chato do que eu?

desde que comecei a trabalhar já tive de lidar com vários chefes. cada um com a sua mania, com a sua forma de trabalhar e mais importante, com a sua maneira de lidar de com a sala. muitos falharam nesta última função e por isso muitos foram à vida. ser a única pessoa a trabalhar no restaurante desde que aquilo abriu deu-me algum benefício em relação aos outros que chegaram depois. porque eu sei tudo o que se passou por lá. e os meus patrões sabem que eu sei.
e trabalhar com chefes pode ser díficil, mas eu também nunca disse que era fácil trabalhar comigo. eu sou um doce, sim, mas se meteram a colher de pau no meu trabalho está tudo tramado. e é por isso que nos últimos 3 anos, em que tive uns 8 chefes e sub-chefes eu posso dizer que tive discussões daquelas de se ouvir na rua com praticamente todos. sempre em prol do cliente, claro está.
o primeiro chefe que por lá passou chegou amuado e saiu amuado. tirando a parte que andava a pontapear tachos, pouco ou nada me recordo. esteve lá de passagem. saíndo ele ficou o sub-chefe a tomar conta da coisa. deu merda. eu sempre soube que ia dar. ele também. o problema deste sub-chefe que passou a chefe é que ele gostava mais de beber do que de cozinhar. e isto revelou-se um problema, sobretudo quando ele apanhava valentes cadelas durante o serviço e eu tinha de andar de rabo para o ar na cozinha à procura dos pedidos que ele tinha perdido.
pior do que isso era controlar o stock do bar. sempre que servíamos um whisky tinhamos que fazer uma marca na garrafa para sabermos onde tinha ficado. e a cozinha deixou de ter garrafas de tinto e de branco para temperar os risottos. sempre que saía um risotto lá tinha eu que lhes ir dar uma dose certa de vinho. mas mesmo assim, às vezes, o chefe chegava mesmo a tentar enganar-me e fazia-me ir ao sistema ver se estava algum risotto para sair. atrasava-me o trabalho, deixava-me irritada, eu chamava-o bêbado e ele chamava-me filha da outra. no final fazíamos as pazes, até ao próximo turno. quando os patrões se cansaram de lhe dar oportunidades lá se foi ele. e as garrafas voltaram à cozinha.
e depois o sub-chefe do sub-chefe que se tornou chefe, tornou-se chefe. mas há pessoas que não nasceram mesmo para a coisa. era um óptimo cozinheiro, um péssimo chefe. um dia eu pedi um bife. quando fui à roda ele já o estava a empratar e eu achei o bife...diferente. olha lá eu não vou levar esse bife, tá muita pequeno pá. ele olhou para mim, olhou para o bife e disse não te preocupes que eu disfarço. e toca a esconder o bife debaixo da salada e das batatas. eu contei até 30 e depois, claro, fiz o que sei fazer melhor: birra. e disse que não ia levar o bife. e ele disse que não ia fazer outro. e eu disse que ele devia ter vergonha. e ele disse que ele é que mandava. e eu- sem querer, claro- atirei com o prato do bife ao ar e disse ai fazes-me outro? e ele fez, muito contrariado. missão cumprida: o cliente ficou satisfeito com o tamanho do seu bife. os bangladeshianos tiveram medo de mim durante uma semana. e o chefe fez as mala e pôs-se a andar. ficámos bons amigos.
e foi aí que os patrões se decidiram a contratar um chefe que, segundo eles, se ia dar muito bem comigo. e foi com ele que eu passei as passinhas do algarve. o meu problema é este: eu sou adepta da consistência. eu acredito que clientes que voltam e pedem o mesmo da última vez, querem o seu prato igualzinho ao que comeram da última vez. e é só por isto que eu discuto e atiro com bifes ao ar. gosto de consistência na apresentação, consistência no sabor, consistência no tempo. gosto tanto, tanto, que os meus patrões asseguraram-se de que seria eu a ter atenção ao que passava daquela roda para os clientes. mas este chefe chegou com vontade de mudar tudo. e eu, com a desculpa que cumpria ordens de cima, a tudo o que saía diferente batia o pé. não vou levar, isto não é assim. ao que o chefe respondia agora é. e de cada prato vi oito versões. andámos meses nisto, a gritar como dois adolescentes. e a guerra estava oficialmente instalada: era a sala contra a cozinha. de um lado gamelas, do outro queima-cebolas.
até que o chefe se cansou e também ele se pôs a andar.
hoje, cozinha e sala vivem na paz. cada um no seu lugar. o novo chefe é, afinal, uma chefe. e ninguém discute. não sei o que isto significa, mas deve haver uma explicação para a coisa.
no fim sinto falta deles todos. o que vale é que tenho um chefe cá em casa e posso gritar com ele à vontade. ele deixa porque sabe que é só para matar saudades. a maioria das vezes.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

salazar e o trânsito intestinal regulado.

há uns dias atrás, mal abri o restaurante, entrou uma velhinha. baixinha, cabelo branco, toda vestida de preto, muito amorosa. uma avozinha. fui ter com ela de menu na mão e sorriso nos lábios: bom dia! ela olhou para mim e disse menina quero só um iogurte.
-um iogurte?
-sim, pode ser daqueles dos bifes activos.
-mas minha senhora, isto é um restaurante, eu não tenho iogurtes...
- então quero só uma empada. vi logo que a senhora não se tinha apercebido que estava num restaurante italiano e antes que ela pedisse rissóis e croquetes respondi-lhe com a melhor das intenções: olhe porque é que não vai ali do outro lado da rua, tem um café, eles lá têm iogurtes, empadas e essas coisas todas...eu levo-a lá.
a senhora levantou-se, virou-se para mim e disse enquanto saía porta fora: vocês jovens não querem mesmo trabalhar. só se fala nisto da crise, da crise, mas ninguém quer é trabalhar. eu vou a outro sítio, vou. olhe que isto no tempo do salazar não era assim sabe, aquilo é que eram tempos, toda a gente trabalhava.
ah pois, e toda a gente vendia bifidus activos, aposto.
mesmo amorosa, o raio da velha.
texto originalmente publicado em julho de 2009.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

os que desistem e os outros.

estar 12 horas por dia, seis dias por semana, sempre com as mesmas pessoas e sempre a dobrar guardanapos ou a polir talheres ou a atender clientes não parece muito entusiasmante, pois não? é porque não é mesmo. e é por isso que normalmente uma de duas coisas acontece: ou se desiste ou se fica meio maluco. nestes últimos três anos eu já tive bem mais do que uma centena de colegas, muitos desistiram e de muitos os patrões tiveram de desistir. exactamente por isso: eram completamente alienados- diziam eles. eram maluquinhos-dizia eu.
um dos que por lá passou era assim: vegan, ambientalista, zen. tinha os chacras todos no sítio. só tinha um problema: não gramava muito seres humanos. o que pode ser chato quando se tem de atender, sei lá, pessoas. quando uma cliente entrava ele já fazia má cara, só porque ela entrava. quando ela perguntava se se podia sentar na mesa do canto ele dizia que não. não lhe dava nenhuma razão, era só porque não. mas eu sei bem qual era: as pessoas não podem ter sempre o que querem- explicava. e toma lá mais uma lição de vida. ainda assim acho que a senhora tinha preferido ficar na mesa do canto. depois havia ainda aquela altura em que ele levava o ice tea à senhora e o entornava em cima do seu vestido cor-de-rosa. e era precisamente nessa altura, em que ele devia pedir desculpa, que ele dizia irritado não acha que foi de propósito pois não? e pronto, lá se foi o vegan, ambientalista, zen.
e depois havia o outro. italiano. doidinho. quando as pessoas deixavam comida no prato ele perguntava sempre no seu português esquisito então estiava una mierda? isso mesmo. era lindo de se ver.
e foi ele mesmo que na altura do natal atendeu comigo um dos muitos grupos que se juntam para um jantar seguido de uma entediante troca de prendas. e duas horas depois de termos fechado, o grupo lá se decidiu a sair e eu comecei a levantar os copos e os guardanapos. o italiano pegou num saco do lixo e enfiou rapidamente para lá tudo o que era papel de embrulho e embalagens vazias. de saco cheio na mão abriu a porta do restaurante e gritou: signores esquiecieram-se disto. um dos rapazes que seguia com o grupo -que já ia no fundo da rua, correu o mais rápido que pôde enquanto perguntava o que é? e só quando chegou ao pé do italiano maluco é que este lhe respondeu enquanto lhe entregava o saco para a mão: é seu signore. o viosso lixo!
-mas então...não o quero..não pode levar-me isso para o lixo?
- io? é cierto que não signore. no sou empregado de ninguém!
exacto. mesmo muito alienado.
texto originalmente publicado em fevereiro de 2010.

domingo, 5 de dezembro de 2010

o serviço está lento, mas a culpa é do chefe.

eu pensava que ser empregada de mesa era um trabalho muito difícil: levantar pratos, polir talheres, convencer clientes, aturar alguns, limpar sanitas, esfregar o chão, fazer caipirinhas, lidar com chefes tiranos, colegas imprevisíveis. não havia nada na minha cabecinha que pudesse dificultar isto. mas quando comecei a ter vontade de ir fazer chichi de 5 em 5 minutos, quando comecei a enjoar o cheiro da carbonara e do café e do molho de tomate, quando comecei quase a adormecer em pé se o cliente levasse mais do que 3 minutos para escolher, quando os meus pés começaram a inchar e a minha barriga deixou de passar nos intervalos das mesas eu percebi que, afinal, ainda podia piorar. mas no bom sentido. e, apesar de a ideia de conseguir passar a levar 3 pratos nas mãos e um apoiado na minha barriga gigante me parecesse muito divertida, não tive hipótese senão reduzir o meu horário e ficar mais tempo a ver porcarias na televisão. e é só por isso, caros clientes, que eu não estou lá sempre que me visitam e não tenho escrito tanto. inventar estórias está fora de questão, até porque nunca haverá necessidade disso: há por aí muita matéria-prima. mas os vossos e-mails e pedidos de mais e mais textos merecem resposta. e esta é a dita. mas é temporária, coisa para mais uns mesinhos. até lá vou voltar a publicar o que apaguei e vou escrever coisas novas. sempre que conseguir. e feliz da vida. eu e o meu querido chefe que me atrasou o serviço.
e então, estou perdoada pela demora?